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Taxonomia de Risco

A taxonomia de riscos do Grupo EDP agrega, numa perspetiva integrada e com uma linguagem comum, os vários mapeamentos de risco existentes ao nível das diferentes Plataformas e Regiões do Grupo, e está estruturada em cinco grandes famílias: Estratégicos & ESG, Negócios de Energia, Financeiros, Contraparte e Operacionais.

Riscos Estratégicos & ESG

O Grupo EDP monitoriza e reporta de forma rigorosa os riscos de natureza estratégica e ESG, uma vez que considera que, caso estes se materializem, poderão ter um impacto significativo, sobretudo no médio e longo prazo. Estes riscos podem ser desagregados em duas naturezas distintas: 

  • Estratégico
  • ESG
Riscos de Negócios de Energia

Os riscos do negócio incluem todos os fatores intrinsecamente ligados à remuneração da atividade principal do Grupo EDP (geração, comercialização, distribuição e fornecimento de energia), nas várias geografias e mercados onde opera. Estes riscos podem ser divididos em: 

  • Mercados de energia
  • Regulação 
Riscos Financeiros

Os riscos financeiros incluem fatores de risco de mercado complementares aos do negócio de energia do Grupo EDP (não operacionais) nas várias geografias e mercados onde opera. Os riscos financeiros podem ser desagregados em quatro tipos distintos: 

  • Mercados financeiros
  • Rotação de ativos
  • Liquidez
  • Responsabilidades sociais
Riscos de Contraparte

O risco de contraparte está relacionado com alterações inesperadas na capacidade de cumprimento de obrigações por parte de clientes, contrapartes de energia, contrapartes financeiras (essencialmente associadas a depósitos em instituições financeiras, derivados financeiros e seguros) e fornecedores. Inclui ainda a dimensão de Integridade, de forma a assegurar uma estrutura abrangente de análise de risco de contraparte. Os riscos de contraparte podem ser desagregados em: 

  • Crédito e operacional
  • Integridade
Riscos Operacionais

Os riscos operacionais agregam os fatores de risco complementares aos riscos de energia e financeiros do Grupo EDP nas várias geografias e mercados onde opera, estando associados ao planeamento, construção e operação de ativos físicos, à execução de processos, aos sistemas e aos temas legais e de compliance. Os riscos operacionais podem ser desagregados em quatro tipos distintos: 

  • Ativos físicos
  • Execução de processos
  • Sistemas
  • Legal & Compliance

Uma descrição detalhada da Taxonomia de Riscos do Grupo EDP está disponível no PDF abaixo.

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Taxonomia de Risco do Grupo EDP
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Top Riscos EDP

Os cinco principais riscos identificados para 2026 são: (1) Volumes de Produção Renovável, (2) Ganhos de Capital Rotações de Ativos, (3) Contraparte, (4) Commodities de Energia, e (5) Ativos em Operação.

1

Volumes de Produção Renovável

O Grupo EDP apresenta uma exposição significativa a flutuações na geração de energia renovável, especialmente nos volumes hídricos, mas também no vento e solar. Condições adversas, como um ano seco e/ou menor recurso eólico ou sola, podem afetar negativamente o desempenho financeiro da empresa.

  • Diversificação geográfica e do portfólio de produção;

  • Posição líquida longa em vários mercados, com monitorização contínua para mitigar risco de sobrehedging mesmo em períodos de baixo recurso renovável;

  • Na Ibéria, compensação da menor produção hídrica com maior produção térmica;

  • Avaliação e eventual utilização de instrumentos para cobertura dos volumes de geração renovável (hídrica e eólica).

2

Ganhos de Capital na Rotação de Ativos

Redução potencial das mais‑valias esperadas com a rotação de ativos, devido à diminuição do valor dos mesmos, resultante de menor apetite de mercado, subida das taxas de juro, descida dos preços de energia ou movimentos cambiais adversos.

  • Diversificação geográfica e cambial das rotações (Europa, América do Norte, América do Sul, APAC, moedas EUR, USD, BRL, PLN, etc.); 

  • Cobertura do risco cambial (Net Investment e transacional) segundo a política financeira do Grupo; 

  • Estruturas de financiamento ajustadas ao perfil dos ativos, com mix cambial, exposição a taxa variável e maturidades alinhadas para mitigar subidas das taxas de juro.

3

Contraparte

Risco decorrente de potenciais incumprimentos (ou níveis de incumprimento superiores ao esperado) por parte de clientes, contrapartes de energia, contrapartes financeiras (depósitos e derivados financeiros) e/ou fornecedores.

  • Diversificação de contrapartes, com limites estritos para entidades abaixo de Investment Grade

  • Avaliação rigorosa das contrapartes e definição de limites diferenciados; 

  • Monitorização contínua da qualidade creditícia; 

  • Mecanismos de mitigação de risco de contraparte, incluindo garantias financeiras, clearing e seguros de crédito; 

  • Prémios de risco creditício aplicados em contratos onde a EDP define o preço, ajustando condições ao perfil da contraparte.

4

Commodities de energia

Alterações nos preços de commodities, essencialmente a exposição ao mercado ibérico de eletricidade, carvão, gás e CO, e noutros mercados da EDPR (exposição residual não coberta por PPAs).
Estas variações podem resultar de dinâmicas de oferta e procura ou alterações regulatórias, afetando os resultados da empresa.

  • Elevada proteção contra volatilidade de mercado, com uma percentagem significativa de atividade coberta por contratos forward e PPAs;

  • Forte integração entre atividades de geração e comercialização;

  • Gestão prudente da exposição residual não coberta por PPAs (carvão, gás, CO e risco cambial USD), incluindo estratégias de cobertura.

5

Ativos em Operação

Riscos operacionais e de integridade afetando ativos em operação, incluindo falhas de equipamento, envelhecimento, lacunas de manutenção, constrangimentos de rede, variabilidade de recurso e eventos ambientais. Estes podem levar a uma redução de produção, aumento de custos O&M, inatividade e degradação acelerada e responsabilidades de fim de vida, impactando fluxos de caixa e valor terminal.

  • Diversificação geográfica e tecnológica; 

  • Integridade e disponibilidade dos ativos assegurada por manutenção preventiva/preditiva, inspeções e controlos robustos de desempenho O&M; 

  • Reforço da resiliência a clima, eventos extremos e cyber‑ameaças; 

  • Coberturas de seguro adequadas (incluindo revisões PML) e garantias de desempenho; 

  • Reforço da cadeia de fornecimento, compliance e relação com stakeholders

  •  

A quantificação dos riscos da EDP baseia-se na perda potencial de EBITDA, num cenário de P95%, estimada através da aplicação de simulações de Monte Carlo. A simulação de Monte Carlo, através da definição de distribuições probabilísticas para cada fator/variável de risco, permite simular possíveis resultados futuros; em cada simulação, são gerados aleatoriamente diferentes valores para cada uma das distribuições de probabilidade das várias variáveis de risco (inputs). O resultado de uma simulação de Monte Carlo é uma distribuição de probabilidade, ou seja, uma representação dos diferentes resultados futuros possíveis e da respetiva probabilidade de ocorrência.

Para cada um destes riscos, o Grupo EDP realiza uma avaliação qualitativa/ quantitativa do seu potencial impacto financeiro e da sua probabilidade de ocorrência. A matriz de impacto resultante é apresentada abaixo como o Heatmap de Risco do Grupo EDP.

 

Heatmap

A EDP privilegia uma gestão do risco baseada em análises quantitativas e na monitorização contínua dos riscos que podem afetar o seu negócio. Para este propósito, a empresa realiza regularmente análises de sensibilidade a riscos financeiros e não financeiros, bem como análises de cenários de stress, utilizando a análise de Monte Carlo ou focando-se em cenários específicos de stress. Este tipo de análise é aplicado ao EBITDA, EBT, NI, FFO/ND e a todas as variáveis de output relevantes, tanto ao nível do Grupo como desagregadas por plataforma, tecnologia, Unidades de Negócio, entre outras.

Como exemplo, todos os anos o Grupo EDP realiza uma análise de sensibilidade a vários fatores de risco que afetam o orçamento do ano seguinte, incluindo o volume renovável (hídrico, eólico, solar), o preço da eletricidade, o preço do gás, a procura de eletricidade, a inflação, a taxa de câmbio e sensibilidades operacionais específicas para diferentes mercados, com o objetivo de avaliar o impacto destes fatores no EBITDA do Grupo. O impacto das variações de determinados fatores de risco no EBITDA da EDP é analisado e apresentado abaixo:

  • Volume hídrico: fator de risco significativo para a EDP, dado o seu portfólio e a elevada volatilidade desta variável, que afeta a capacidade de produção da empresa. Assumindo um preço de €60/MWh, uma redução de 20% no volume esperado traduz‑se num impacto de ≈€70‑110M no EBITDA da EDP. Importa notar que o desempenho financeiro da EDP no 1T2022 foi fortemente afetado pela seca extrema em Portugal durante o inverno de 2021/2022, resultando numa redução de ≈30% face à média histórica de produção hídrica.
  • Indisponibilidade de ativos: assumindo uma redução média de 1% na disponibilidade de todos os ativos de geração da EDP (tanto convencionais como renováveis), o impacto na EDP seria de ≈€30‑40M.

A EDP enfrenta riscos adicionais para além dos top cinco já identificados. Os riscos financeiros incluem o aumento das taxas de juro, a inflação, a volatilidade cambial e pressões de liquidez, todos fatores que podem impactar a rentabilidade e as mais‑valias obtidas nos diferentes segmentos de negócio. Os riscos operacionais incluem atrasos na construção e desenvolvimento de ativos, constrangimentos na cadeia de fornecimento, danos ou indisponibilidade de ativos e incertezas de natureza legal ou de compliance. O segmento das redes está exposto a interrupções de continuidade de negócio decorrentes de eventos extremos, bem como a incertezas relacionadas com o calendário e os termos das concessões de redes de baixa tensão em Portugal. Além disso, as operações de redes na Ibéria e no Brasil estão também sujeitas à volatilidade das taxas de juro, inflação e taxas de câmbio.

Adicionalmente, são também realizadas análises de stress de liquidez e solvência para avaliar a capacidade da empresa em manter níveis suficientes de liquidez e caixa em situações altamente adversas, considerando dois cenários distintos: (1) um cenário de crise generalizada de liquidez durante um ano, e (2) um cenário de stress específico da EDP com duração de dois anos. A EDP assegura que dispõe de liquidez disponível, em caixa e linhas de crédito, suficiente para cobrir estes cenários. Para além disso, é realizada anualmente uma análise de risco climático, baseada em três cenários diferentes, detalhados no Relatório Integrado Anual (IAR) de 2025 da EDP.
 

Riscos Emergentes

Para além de monitorizar de perto os principais riscos inerentes à atividade do Grupo, as principais tendências (a nível global e setorial) que podem traduzir‑se em ameaças e oportunidades para o Grupo são igualmente mapeadas de forma abrangente, sendo desenvolvidas proactivamente estratégias de mitigação adequadas. O mapeamento dos riscos emergentes é atualizado periodicamente, com avaliação por parte dos órgãos de topo do Grupo EDP, incluindo gestão executiva e não executiva. Os principais riscos emergentes identificados são:

          

 

 

 

 

Descrição

 

Impactos Potenciais

 

Medidas de Mitigação

 

 

Tensões Geopolíticas a Nível Global levando a sanções / tarifas e instabilidade nas geografias da EDP

 

 

Utilização crescente de instrumentos económicos, políticas e sanções como ferramentas de competição geopolítica. Em vez de conflitos tradicionais, os países recorrem a restrições comerciais, tarifas, manipulação cambial e disrupções nas cadeias de fornecimento para alcançar objetivos estratégicos ou afirmar influência.

Risco significativo para o ambiente global de negócios, ao criar instabilidade generalizada. Escalada entre grandes potências pode perturbar rotas comerciais, cadeias de fornecimento e acesso a recursos críticos, conduzindo a volatilidade de mercado e incerteza económica.

 

  • Intensificação de guerras económicas e tensões geopolíticas com impacto direto no setor energético.

  • Disrupções das cadeias de fornecimento, aumento de custos e redução de acesso a mercados.

  • Perturbações económicas generalizadas, incluindo interrupções no acesso a recursos críticos, aumento dos preços de commodities e maior volatilidade de mercado

 

  • Diversificação geográfica e de negócio, incluindo diversificação da cadeia de valor contratando fornecedores em diferentes regiões (ex.: First Solar nos EUA), conforme limites definidos no Framework do Apetite ao Risco.

  • Estabelecimento de Frame Agreements com fornecedores-chave para assegurar volume futuro de MW (a preço fixo).

  • Compliance Integrity Due Diligence dos stakeholders mais relevantes.

  • Análise financeira de contrapartes, com definição de limites de exposição ajustados ao risco.

  • Monitorização contínua de eventos geopolíticos com apoio de consultores externos.

  • Atualização do Duty of Care para colaboradores em deslocação

 

Riscos Climáticos: Eventos Extremos Físicos e Redução da Precipitação, riscos de transição regulatória

  

Efeitos adversos das alterações climáticas incluem eventos meteorológicos extremos, mudanças crónicas em parâmetros físicos e transformações económicas, regulatórias, sociais e tecnológicas necessárias para uma economia de baixo carbono

 
  • Aumento contínuo da frequência e severidade de eventos extremos (tempestades, incêndios, chuvas intensas, cheias, deslizamentos). Risco acrescido para a fiabilidade da infraestrutura e aumento dos custos (incluindo seguros).

 
  • Avaliação estruturada de riscos climáticos (TCFD) e integração de critérios climáticos na avaliação de investimentos, com ferramenta de suporte (Swiss Re).

  • Redução do peso hídrico no portfólio da EDP.

  • Gestão prudente de energia através de posições longas para mitigar impactos de condições meteorológicas extremas.

  • Planos de adaptação climática específicos, incluindo:

    • Revisão do plano de segurança de barragens no Brasil;

    • Maior envolvimento com fornecedores para garantir resiliência dos ativos.

  • Substituição de redes convencionais por redes compactas.

 

Enfraquecimento dos Esforços de Transição Climática

  

 

 

A transição energética está em risco devido à diminuição do apoio político e ao aumento da resistência social a novos projetos, podendo atrasar ou reverter iniciativas chave. Instabilidade política, falta de consenso e oposição local, frequentemente alimentada por desinformação ou falhas no envolvimento de stakeholders, criam incerteza, atrasam a implementação de infraestruturas e ameaçam o progresso rumo aos objetivos energéticos e climáticos.

 
  • Atrasos em países com requisitos ambientais mais rigorosos.

  • Cancelamento de projetos devido à redução de incentivos (e.g., créditos fiscais).

  • Aumento do risco de curtailment se os investimentos em rede não acompanharem a geração descentralizada.

  • Oposição comunitária e desinformação prejudicando relações e reputação.

  • Incerteza regulatória, maior complexidade de compliance e pressão financeira.

  • Impacto estratégico: progressos mais lentos, menor acesso a financiamento verde e desvio de recursos da inovação, afetando a competitividade a longo prazo.

 
  • Monitorização próxima da evolução regulatória e participação ativa em discussões internacionais e nacionais.

  • Diversificação geográfica e tecnológica (com limites definidos no Framework do Apetite ao Risco).

  • Inclusão de buffers contratuais ou períodos merchant nose entre COD e início de PPAs para mitigar atrasos decorrentes de licenças ambientais.

  • Limites à exposição ao negócio offshore.

  • Limitação de investimento em projetos sem Final Investment Decision (FID).

 

Aumento de Ciberataques

  

 

 

A crescente dependência da EDP em infraestruturas digitais aumenta a eficiência, mas também a exposição ao risco cibernético. Apesar da transformação digital priorizar a resiliência, prevêse que a frequência e severidade dos ataques continue a aumentar.

 
  • O impacto económico e reputacional associado a questões de cibersegurança continua a ser uma preocupação, sendo expectável que a frequência e a sofisticação dos ciberataques continuem a aumentar. O impacto pode ocorrer tanto ao nível IT como OT (por exemplo, ataques aos ativos de geração e de distribuição da EDP), particularmente nas seguintes áreas:

    • Perdas decorrentes da indisponibilidade de sistemas críticos da EDP (por exemplo, despacho/centrais, faturação, atendimento ao cliente).

    • Em casos extremos, danos ou destruição de ativos físicos e potenciais riscos para a vida humana.

    • Fugas ou perda de dados (informação pessoal ou outros dados sensíveis).

    • Multas decorrentes de violações do RGPD.

    • Aumento de custos devido ao reforço do investimento em medidas de cibersegurança.

    • Danos à reputação da EDP no caso de um ciberataque que comprometa a disponibilidade de energia ou a privacidade dos dados.

 
  • SOC Global dedicado (certificado ISO 27001) para monitorização contínua de segurança, deteção e resposta na infraestrutura IT e OT do Grupo. 

  • Comité Executivo de Cibersegurança com participação da gestão de topo. 

  • Sessões de formação online e presenciais, simulações de phishing e exercícios de cibersegurança. 

  • Seguro de risco cibernético. 

  • Iniciativas contínuas de compliance para garantir conformidade com regulamentações diversas e dispersas. 

  • Implementação de um roadmap de Cibersegurança Zero Trust, baseado em cinco pilares fundamentais: Security by Design, Resilient Architecture, Integration and Automation, Uniform Governance, Risk and Compliance, e Human Behaviour Security 

  • Roadmaps de cibersegurança OT específicos para abordar riscos cibernéticos em infraestruturas críticas (e.g., redes, geração, gestão de energia). 

  • Projeto IT/OT Risk para identificar e gerir os ativos IT/OT mais críticos. 

  • Participação a nível estratégico, tático e operacional em grupos cibernéticos locais e globais (e.g., World Economic Forum)

 
 

Risco Social: Falta de Talento no Mercado de Trabalho para Empresas de Energias Renováveis

  

O setor das energias renováveis (RES) está a crescer rapidamente devido ao aumento da procura por soluções de energia limpa e às iniciativas governamentais que apoiam a transição para economias de baixo carbono. O crescimento da indústria RES deverá gerar uma elevada procura por profissionais qualificados em áreas como engenharia, gestão de projetos, instalação e manutenção. Entretanto, as tendências demográficas apontam para uma diminuição da população em idade ativa na União Europeia e estabilização nos Estados Unidos. Esta transformação demográfica, combinada com o aumento previsto da necessidade de trabalhadores para ativos RES (um crescimento de 3 a 4 vezes até 2030 na UE), deverá originar uma escassez global de mão-de-obra qualificada na economia verde, podendo atingir 7 milhões de trabalhadores em falta até 2030, sobretudo nos setores solar e eólico. Esta escassez de talento qualificado representa um risco para o PN da EDP. A empresa tem metas ambiciosas para 20262028, com o objetivo de instalar aproximadamente 5 gigawatts de capacidade renovável adicional. Prevê-se ainda que 90% do plano de upskilling digital dos colaboradores esteja concluído até 2028.

 
  • Aumento da concorrência na atração e retenção de talento especializado, conduzindo a estratégias de recrutamento e retenção mais competitivas e agressivas. 

  • A EDP terá de assumir um papel mais ativo no planeamento estratégico da força de trabalho, identificando funções críticas, avaliando lacunas de competências e implementando medidas para mitigar o impacto da escassez de talento. 

  • Maior investimento em inovação e automação, reduzindo a dependência de trabalho manual, otimizando processos e aumentando a eficiência, bem como investimento adicional em investigação e desenvolvimento. 

  • Atrasos nos prazos dos projetos e risco acrescido para a execução do Plano de Negócios.

  • Aumento da mobilidade global da força de trabalho, exigindo atração de talento proveniente de regiões com maior disponibilidade de profissionais qualificados no setor das renováveis, potenciando a colaboração global e a diversidade. 

  • Investimento significativo em programas de formação e desenvolvimento, com o objetivo de melhorar as competências dos colaboradores atuais e preparálos para funções no setor das energias renováveis.

 
  • Implementar uma estratégia de recrutamento proativa e global para atrair jovens trabalhadores qualificados, através da criação de programas de estágio/aprendizagem que proporcionem experiência direta a estudantes interessados no setor RES. 

  • Implementar estratégias de retenção de talento especializado, incluindo pacotes de compensação competitivos, oportunidades de desenvolvimento de carreira e um ambiente de trabalho positivo. 

  • Realizar avaliações regulares das necessidades da força de trabalho para identificar funções críticas e desenvolver percursos de aprendizagem estratégicos que permitam colmatar lacunas de competências. 

  • Implementar programas abrangentes de formação, focados no upskilling e reskilling dos colaboradores para os preparar para funções no setor RES (ex.: parcerias académicas, colaboração entre pares). 

  • Promover um ambiente de trabalho flexível, diverso e inclusivo, tirando partido da diversidade como fator de força organizacional.

  • A EDP tem vindo a desenvolver projetos inovadores de automação para ultrapassar o desafio da escassez de mão-de-obra e aumentar a eficiência. A empresa também defende o apoio governamental e institucional (políticas, incentivos e financiamento) para reforçar os esforços de desenvolvimento da força de trabalho.

 
 

Mudanças no panorama de seguros

  

O panorama dos seguros está a alterarse à medida que as seguradoras reavaliam as coberturas num contexto de rápida mudança. Por um lado, a crescente severidade de eventos naturais extremos provocados pelas alterações climáticas está a conduzir a prémios mais elevados, exclusões mais rígidas e menor disponibilidade de cobertura para eventos como cheias, incêndios florestais e furacões. Paralelamente, a escalada na frequência e sofisticação dos ciberataques tem levado as seguradoras a apertar os termos das apólices, reduzir limites e introduzir exclusões específicas para determinados impactos cibernéticos (por exemplo, danos em ativos físicos). Além disso, um aumento da fiscalização regulatória e dos riscos de litígios associados a questões ambientais (e.g., concentração de componentes químicos) está a levar as seguradoras a reavaliar a cobertura de responsabilidade civil, aumentando prémios ou limitando opções para os setores afetados.

 
  • A alteração generalizada das políticas de seguros conduz a custos mais elevados associados à obtenção de cobertura adequada ou à gestão dos riscos existentes, o que significa que a EDP enfrentará prémios de seguro mais altos e/ou menor capacidade de mitigar riscos através do seguro. 

  • A falta de proteção adequada através das apólices de seguro também implica custos adicionais relacionados com o reforço de infraestruturas dos ativos da EDP, a implementação de medidas avançadas de cibersegurança e o recurso a mecanismos alternativos de transferência de risco para mitigar lacunas de cobertura e garantir a continuidade do negócio.

 
  • Reforçar a resiliência das infraestruturas contra eventos meteorológicos extremos, reduzindo a vulnerabilidade e os potenciais danos. 

  • Assegurar o agrupamento de ativos (por geografias / tipos de ativos) para garantir que todos os ativos/risco estão incluídos nas coberturas de seguro. 

  • Trabalhar com as seguradoras para evitar prémios/exclusões inadequadas. 

  • Aplicar medidas robustas de cibersegurança (sistemas avançados de deteção de ameaças, avaliações regulares de vulnerabilidade, formação). 

  • Diversificar estratégias de transferência de risco, incluindo catastrophe bonds, cativas e parcerias de partilha de risco, para colmatar lacunas nas coberturas tradicionais de seguro. 

  • Reforçar a avaliação/planeamento de riscos, através de análises regulares e análise avançada, para antecipar e preparar respostas perante riscos (climáticos, cibernéticos, de responsabilidade).

  • Promover colaboração com stakeholders (seguradoras / entidades do setor) para defender soluções de seguro justas e sustentáveis. 

  • Reforçar normas de compliance e segurança para minimizar riscos de responsabilidade associados a substâncias perigosas ou componentes químicos. 

  • Constituir reservas financeiras para autosseguro de riscos de alta probabilidade, reduzindo a dependência de coberturas externas. 

 
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