Principais Atividades de Gestão de Riscos
Atividades recorrentes
| Área de gestão do risco | Atividades recorrentes e exemplos |
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Conhecimento aprofundado sobre as principais fontes de exposição ao risco |
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Definição da estratégia de gestão do risco |
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Participação ativa da função de risco nas principais decisões e processos de gestão |
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Formalização do modelo de governo do risco |
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Promoção de uma cultura de risco sólida em toda a organização |
Condução de um amplo conjunto de iniciativas de sensibilização, adaptadas aos diferentes públicos-alvo:
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O Grupo EDP dispõe de um enquadramento abrangente de monitorização de risco para proteger as suas operações e investimentos, com reporte regular ao Conselho de Administração Executivo (CAE) e aos Risk Committees.
No centro desta estratégia está o mapeamento anual de riscos, complementado por atualizações trimestrais, com o objetivo de identificar, quantificar e priorizar os riscos ao longo de toda a taxonomia do risco. O dashboard trimestral de apetite ao risco constitui outro instrumento essencial, permitindo avaliar a exposição ao risco através da comparação dos Key Risk Indicators (KRIs) com os limites definidos no Statement de Apetite ao Risco.
Para reforçar a infraestrutura de monitorização de risco, o Grupo EDP dispõe de vários comités de risco trimestrais dedicados, nomeadamente o Global Risk Committee, o Risk Monitoring Committee e o Financial Risk Committee. Estes comités são essenciais para monitorizar a exposição ao risco, definir políticas e medidas de mitigação e rever novas análises e políticas. Além disso, existem relatórios ao nível das Plataformas que monitorizam métricas de risco operacional, sendo que alguns destes indicadores são atualizados diariamente.
Desenvolvimentos em 2025
| Área de gestão do risco | Principais desenvolvimentos |
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Conhecimento aprofundado sobre as principais fontes de exposição ao risco |
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Definição da estratégia de gestão do risco |
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Participação ativa da função de risco nas principais decisões e processos de gestão |
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Formalização do modelo de governo do risco |
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Promoção de uma cultura de risco sólida em toda a organização |
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A Internal Audit Business Enablement Function, enquanto terceira linha, realiza auditorias internas aos processos do Grupo que gerem, controlam e monitorizam os diferentes riscos a que a organização está exposta. Para tal, define anualmente quais as atividades de auditoria que devem fazer parte do plano de atividades do ano seguinte, com base, entre outros fatores, nos contributos e preocupações das primeira e segunda linhas. Neste âmbito, em 2025, a Internal Audit Business Enablement Function realizou auditorias internas ao processo de gestão do risco, efetuando trabalhos específicos relacionados com riscos core que impactam a atividade das plataformas e regiões, de outras Business Enablement Functions e dos Global Business Services, cobrindo temas como gestão de energia, projetos de investimento, risco de contraparte, reporte regulatório ou cibersegurança. Adicionalmente, a Auditoria Interna monitoriza o grau de implementação do conjunto de recomendações pendentes emitidas em 2025 e anos anteriores, verificando igualmente a sua implementação efetiva quando estas são reportadas como concluídas. A responsável da Internal Audit Business Enablement Function integra ainda os Risk Committees, facilitando assim a monitorização dos projetos desenvolvidos pela função do Risk.
O Risk reúne-se regularmente com o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) e com a Comissão de Assuntos Financeiros (FMC) para monitorizar a eficácia do sistema de gestão do risco. A Comissão de Assuntos Financeiros define, nas suas sessões anuais de planeamento dedicadas ao acompanhamento das principais exposições e temas de gestão do risco, os assuntos relacionados com riscos estratégicos, ESG, financeiros do negócio, de contraparte e operacionais. Em 2025, o Risk realizou duas reuniões com o CGS, duas com a FMC, uma com a Comissão de Acompanhamento do Negócio nos EUA (CAN) e participou na reunião anual das Comissões de Auditoria, abordando diversos temas de risco, nomeadamente o acompanhamento das principais exposições da EDP e dos Key Risk Indicators (KRIs), uma visão global do plano de execução do Risk (riscos financeiros e não financeiros, incluindo a análise do perfil contratado de longo prazo, análise de risco sobre BESS, net profit hedge, BOP/BOS e main equipment), e as prioridades estratégicas de RISK para 2026.
Prioridades para 2026
| Risk management area | Priorities for 2026 |
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Conhecimento aprofundado sobre as principais fontes de exposição ao risco |
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Definição da estratégia de gestão do risco |
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Participação ativa da função de risco nas principais decisões e processos de gestão |
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Formalização do modelo de governo do risco |
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Promoção de uma cultura de risco sólida em toda a organização |
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As auditorias externas da EDP também contribuem para avaliar o grau de conformidade interna com o sistema de gestão do risco. A última auditoria externa ocorreu em 2022 e focou se na avaliação do nível de maturidade do sistema de Enterprise Risk Management ao nível do Grupo e das Unidades de Negócio. Encontra se atualmente em curso uma nova auditoria externa à maturidade do risco, cuja conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2026.