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EDP junta-se a mais de 130 empresas em carta aberta à presidência da COP31 para acelerar a ação climática

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EDP junta-se a mais de 130 empresas em carta aberta à presidência da COP31 para acelerar a ação climática

Quinta 8, Outubro 2026
4 min read

A EDP é uma das mais de 130 empresas globais que subscrevem a carta aberta da Alliance of CEO Climate Leaders dirigida à Presidência da COP31, que se realizará entre 9 e 20 de novembro, em Antália, na Turquia. A carta deixa uma mensagem clara: a transição para uma economia de baixo carbono não é apenas uma necessidade climática, mas também uma oportunidade económica estratégica. Concretizá-la exige uma implementação mais rápida, apoiada por enquadramentos políticos estáveis, previsíveis e alinhados com a ciência climática, capazes de desbloquear inovação, investimento e crescimento sustentável dos mercados.

Representando mais de 130 empresas, cerca de 4 biliões de dólares em receitas e mais de 13 postos de trabalho, a Aliança – uma iniciativa lançada pelo Fórum Económico Mundial – defende que a ação climática e o desempenho empresarial podem reforçar-se mutuamente. Entre 2019 e 2024, as empresas-membro reduziram as suas emissões agregadas em aproximadamente 9%, ao mesmo tempo que aumentaram as suas receitas em mais de 13%, demonstrando que a descarbonização e a criação de valor podem avançar lado a lado.

A Alliance of CEO Climate Leaders divulga esta carta aberta um mês antes da COP31, a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. O evento na Turquia reunirá governos, empresas, investidores e organizações da sociedade civil para acelerar a implementação do Acordo de Paris e reforçar a resposta global às alterações climáticas.

Entre as várias mensagens, a carta destaca que os mercados verdes continuam a expandir-se apesar da volatilidade económica e do apoio político desigual. Entre 2020 e 2024, as receitas geradas por atividades da economia verde cresceram ao dobro do ritmo das receitas convencionais. Ao mesmo tempo, a economia verde global, avaliada em mais de 5 biliões de dólares em 2024, deverá atingir 7,1 biliões de dólares até 2030. Ao associar-se a esta iniciativa, a EDP reforça o seu compromisso com a aceleração da transição energética e com a criação das condições necessárias para impulsionar o investimento, a inovação e a implementação em larga escala de soluções energéticas limpas já comprovadas.

Na carta, os líderes empresariais apelam aos decisores políticos para criarem enquadramentos regulatórios estáveis e favoráveis ao investimento, mobilizarem capital para soluções de descarbonização e adaptação, acelerarem a eletrificação, a eficiência energética e o acesso a energia de baixo carbono a preços competitivos, investirem em infraestruturas críticas como redes e armazenamento e reforçarem a resiliência das economias e das cadeias de valor.

Os signatários defendem ainda uma maior colaboração entre governos e empresas para escalar soluções climáticas já comprovadas, criar mercado para tecnologias emergentes e construir economias mais competitivas e resilientes. A sua mensagem é clara: a COP31 deve concentrar-se em reduzir a distância entre a ambição e a implementação, criando as condições necessárias para que as soluções sejam implementadas mais rapidamente e à escala exigida.

Em resumo: 4 mensagens-chave da carta da Alliance of CEO Climate Leaders

1. A transição para uma economia de baixo carbono reforça a segurança energética, a competitividade, a resiliência e o crescimento de longo prazo. Num mundo cada vez mais volátil, a ação climática e o desempenho empresarial podem reforçar-se mutuamente. Captar todo o potencial económico desta oportunidade exige uma implementação mais rápida, apoiada por políticas estáveis, previsíveis e alinhadas com a ciência climática, que promovam inovação, investimento e crescimento dos mercados.

2. Os mercados verdes continuam a crescer rapidamente apesar da instabilidade económica e do apoio político desigual. Entre 2020 e 2024, as receitas verdes cresceram ao dobro do ritmo das receitas convencionais. O mercado global da economia verde ultrapassou os 5 biliões de dólares em 2024 e deverá atingir 7,1 biliões até 2030. Soluções competitivas nas áreas da energia de baixo carbono, eficiência energética, circularidade e agricultura sustentável estão a criar novas oportunidades de negócio, ao mesmo tempo que reduzem custos e reforçam a segurança do abastecimento e a resiliência.

3. A descarbonização e a resiliência climática estão a tornar-se fatores-chave de competitividade empresarial. Investir em operações de baixas emissões, energia de baixo carbono a preços competitivos e cadeias de abastecimento resilientes ajuda as empresas a reduzir a exposição à volatilidade dos preços da energia, a disrupções no abastecimento e a riscos climáticos. Estes investimentos protegem margens, aumentam a produtividade e reforçam a competitividade nos mercados emergentes de baixo carbono.

4. A COP31 deve transformar ambição em implementação. A oportunidade económica é evidente, mas o desafio está em escalar as soluções. Governos e empresas precisam de colaborar para transformar compromissos em políticas estáveis, mobilizar capital, acelerar licenciamentos, reforçar competências e criar procura para novas tecnologias. Fechar esta lacuna é essencial para implementar soluções à velocidade e dimensão exigidas pela transição energética.

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