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Há 50 anos a construir o futuro da energia

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Ideias e histórias

Há 50 anos a construir o futuro da energia

Terça 30, Junho 2026
12 min read

Em 2026, assinalamos 50 anos, cinco décadas de história que marcam o grupo, Portugal e o mundo. E assinalar a data, mais do que lembrar o percurso construído, é imaginar e apontar o caminho para os próximos 50 anos. 

Desde 1976, a EDP representa progresso, com propósito, com ambição, com inovação e com inclusão. Começámos como uma empresa portuguesa de serviço público e, em 50 anos, tornámo‑nos um grupo global que mantém a missão de produzir e levar energia limpa onde é necessária, mantendo um papel central numa transformação coletiva e com um forte compromisso com o impacto social

Hoje, a nossa energia é cada vez mais renovável, mas também segura e acessível, assente em ativos e redes que ligam milhões de pessoas por todo o mundo. A assinatura de campanha "EDP 50 anos. Imagina os próximos 50" funde-se com o posicionamento que temos desde o primeiro dia: mais inovação, mais geração, novas fontes e tecnologias, redes mais resilientes e maior independência energética - sempre em diálogo com as comunidades e com foco no desenvolvimento e na valorização dos territórios onde atuamos.

Tem sido um caminho marcado por decisões audazes: a mudança decisiva do nosso portefólio para tecnologias limpas, o reforço e modernização das redes elétricas e o avanço da descarbonização em estreita colaboração com os nossos clientes.
Miguel Stilwell d'Andrade
CEO

Das raízes portuguesas à afirmação internacional

Ao longo de meio século, a nossa história cruza‑se com a evolução do setor elétrico e com a própria transição energética. Começámos por eletrificar um país e, passo a passo, passámos a gerar e distribuir energia em vários continentes, com uma ambição clara: que a energia seja o motor de um futuro mais seguro, justo e sustentável.

Eletrificar um país: as nossas origens

A EDP nasce em 1976 em Portugal, poucos anos depois da Revolução de 1974, da fusão de 13 empresas que operavam em diferentes regiões do país. Essa integração permitiu ganhar escala na produção e distribuição de eletricidade, coordenar investimentos e responder a um desafio simples, mas gigantesco: levar energia a todos no país. Foi esse o objetivo do Plano de Eletrificação, de 1979, que definiu que nenhuma localidade com mais de 50 habitantes ficaria sem acesso à rede elétrica. 

Ao longo dos anos, novas linhas, subestações e centrais foram encurtando distâncias e aproximando o interior do litoral. E a central termoelétrica de Sines, que operou de 1985 a 2021, foi um dos pilares desta fase, garantindo capacidade adicional e segurança de abastecimento de eletricidade num país em forte crescimento económico. O aumento do consumo foi sendo colmatado com várias outras centrais térmicas e hidroelétricas.

Atravessar fronteiras: internacionalização e redes

Em Lisboa, a antiga Central Tejo, que durante décadas tinha abastecido a capital, transforma‑se em 1990 no Museu da Eletricidade, hoje lado a lado com o MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. Mais do que um espaço de exposição, tornou‑se um lugar onde a história da energia em Portugal se conta às novas gerações e se abre ao mundo.

A partir da década de 90, deixámos de ter apenas uma história portuguesa. O crescimento internacional começou no Brasil e, depois, na Europa (Espanha), com ativos de geração e redes de distribuição. Foram as primeiras geografias numa expansão para mercados-chave que se verifica hoje em 4 regiões. Em paralelo, atravessámos um processo de privatização: de empresa 100% pública, passámos a uma companhia aberta e global, com novas exigências de transparência e governance

E no final da década de 90, a EDP Comercial foi criada para operar no mercado liberalizado de comercialização de energia, desenvolvendo soluções inovadoras e competitivas, destinadas a clientes residenciais e empresas.

Liderança em energias renováveis

A década de 2000 traz um período de ainda maior aceleração e diversificação. A criação da EDP Distribuição (hoje E‑REDES), em Portugal, consolidou a gestão integrada das redes de distribuição, numa altura em que o sistema elétrico se preparava para receber produção descentralizada. Nasce também a EDP Inovação, com a missão de olhar para a tecnologia, testar novas soluções e transformar ideias em projetos reais. E aqui começámos ainda a preparar, de forma mais clara, a viragem para um portefólio energético mais renovável e digital.

Com a fundação da EDP Renováveis, em 2007, juntámos num só veículo os ativos renováveis, uma área do grupo muito focada na geração de energia. Quando a EDPR entra em bolsa em Lisboa, consolida-se como um dos principais players mundiais em energia eólica e, mais tarde, solar. E a entrada no mercado norte‑americano, em 2007, colocou-nos entre os maiores produtores de energia eólica à escala global. Em paralelo, alargámos a presença a novos países na Europa e noutras regiões, adicionando parque após parque, megawatt após megawatt, a um sistema elétrico cada vez mais renovável.

Este movimento é reconhecido pelos principais índices de sustentabilidade. A presença no Dow Jones Sustainability Index e noutras referências internacionais reforça a nossa credibilidade como empresa comprometida com a transição energética - não apenas pela dimensão dos investimentos, mas pela forma como integramos critérios ambientais, sociais e de governance. O resultado é claro: crescemos em capacidade instalada eólica e solar, reduzimos progressivamente o peso dos combustíveis fósseis e afirmámos a descarbonização como um dos eixos do negócio.

Consolidação global

Entre 2010 e 2026, continuámos a consolidar-nos como uma das empresas de energia mais importantes do mundo e aprofundámos o nosso compromisso com as energias renováveis. Ao longo desta década e meia, reforçámos a presença em mercados-chave na Europa, na América do Sul e do Norte e na Ásia‑Pacífico, e expandimos a capacidade instalada de energia hidroelétrica, eólica onshore, eólica offshore e solar - com foco também em parques híbridos - e acelerámos o encerramento e venda de centrais a carvão na Península Ibérica e no Brasil.

Com este admirável crescimento e as rápidas mudanças no paradigma energético, cresce também a necessidade de respostas inovadoras no negócio materializadas em projetos-piloto em várias áreas, introdução de sistemas autónomos e robôs em diversas atividades no terreno, com a utilização de IA na resiliência dos ativos. E, acima de tudo, veio o avanço de tecnologias de armazenamento, de flexibilidade e de hibridização, como projetos solares e eólicos ou solar flutuante em barragens, com destaque para o solar fotovoltaico flutuante do Alqueva

E a rede de distribuição acompanha esse avanço, tornando-se uma infraestrutura cada vez mais digital, inteligente e resiliente. É igualmente neste período, em 2022, que a visão ‘Nós escolhemos a Terra’ ganha forma, com metas claras de redução de emissões e o compromisso de atingir a neutralidade carbónica até 2040. 

O nosso futuro constrói‑se na interseção entre inovação, redes e pessoas, para operar de forma mais eficiente, antecipar falhas e otimizar o uso da energia. Iniciativas de colaboração e inovação com universidades, centros de investigação e startups são há muito uma realidade na EDP, e mostram como queremos acelerar respostas para os grandes desafios energéticos. Mas nenhuma tecnologia funciona sem as pessoas certas. É por isso que continuamos a investir na cultura de inovação, na procura de talento e em programas que aproximam as equipas de desafios reais no terreno. 

Energia com impacto: pessoas, comunidades e acesso à energia

Ao longo destes 50 anos, a nossa energia não significou apenas megawatts ou quilómetros de rede. Significou também ciência, inclusão social e acesso a oportunidades. Anualmente, apoiamos mais de 500 projetos em todo o mundo, num valor anual de 30 milhões de euros, através do programa EDP Y.E.S. E além de estarmos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, adotámos a metodologia internacional B4SI, para avaliar e quantificar investimento e impacto nas comunidades.

No plano global, diversos programas, como o Access to Energy, têm criado impacto pelo combate à exclusão energética. Desde o projeto piloto em Kakuma, em 2010, um campo de refugiados no Quénia, o Fundo A2E apoiou iniciativas em comunidades de países em desenvolvimento - muitos deles sem operações da EDP -, levando energia que gera impacto direto em educação, saúde, acesso à água e dinamização económica local. 

Internamente, com as nossas pessoas, ao longo dos anos, sempre mantivemos como prioridades absolutas a forma como olhamos para a inclusão, para a diversidade, para a segurança e para o bem‑estar de quem trabalha connosco. As várias certificações que recebemos, nomeadamente como uma das empresas mais éticas do mundo ou empresa familiarmente responsável, mostram como construímos uma cultura em que prevenir acidentes, apoiar as equipas e cuidar de cada indivíduo é parte integrante da EDP. 

E a Fundação EDP é outro dos rostos visíveis do nosso compromisso social. Isso acontece através do apoio à arte e cultura contemporânea, com destaque para o MAAT; através da promoção cultural e científica, com a antiga Central Tejo e a atenção à comunidade escolar; e através da inovação e impacto social, com foco na melhoria da qualidade de vida de pessoas e comunidades em situação vulnerável, bem como investimento social em questões ligadas à transição energética justa.

EDP aos 50 anos, em números

Chegar às cinco décadas em que tanto mudou em Portugal e no mundo significa poder olhar para o percurso com dados que mostram o quanto já avançámos - de uma empresa de raiz local a um grupo global focado em energia renovável e redes inteligentes.

* Dados referentes ao 1.º trimestre de 2026
91%

Produção de eletricidade renovável

32,8 GW

Capacidade instalada total

392.000 km

Redes elétricas

12.000+

Colaboradores em todo o mundo

-50%

Redução de emissões desde 2015

2040

Objetivo Net Zero

Hoje, 90% da eletricidade que produzimos vem de fontes renováveis. E as nossas redes de transmissão e distribuição somam quase 400.000 quilómetros em Portugal, Espanha e Brasil, ligando milhões de pessoas. Além disso, estamos presentes em vários outros países da Europa, da América do Sul e do Norte e da Ásia‑Pacífico, com uma força de trabalho de quase 12.000 pessoas em todo o mundo.

Quando dizemos “na EDP, nós chegámos aqui”, não falamos apenas de escala ou de números relevantes. Falamos de uma transformação profunda na forma como produzimos, distribuímos e usamos energia, e na forma como medimos o impacto nas pessoas, nas comunidades e no planeta.

2026: um ano para celebrar o passado e construir o futuro

Ao longo de 2026, estamos a celebrar estes 50 anos olhando ao mesmo tempo para o que conquistámos e para tudo o que ainda está por construir. Este é um ano especial, pensado para revisitar a nossa história, envolver quem faz parte dela e abrir a porta ao futuro que queremos desenhar. O mote "EDP 50 anos. Imagina os próximos 50" nasce precisamente desta ideia de criar, de inovar, de imaginar. Usamos esta assinatura de aniversário como um convite: imaginar cidades mais limpas, redes mais inteligentes, comunidades mais resilientes, energia mais acessível. 

Celebrar meio século é reconhecer as décadas de transformação interna e de impacto real externo. Na página dos 50 anos, podem ser vistos os 50 marcos que atravessam a nossa história, que atravessa fronteiras e oceanos. Conta ainda com uma mensagem especial do CEO Miguel Stilwell d’Andrade que, sustentada no sucesso já conseguido, aponta o caminho para o futuro, para os próximos 50 anos. A energia que nos trouxe até aqui - construída por pessoas, ideias, projetos, decisões e propósitos - é a mesma que nos vai continuar a guiar.

Imaginar os próximos 50 anos

O mundo vive uma fase de grande incerteza geopolítica, económica e climática. A procura global de energia continua a crescer, as necessidades de segurança e resiliência dos sistemas elétricos tornam‑se mais evidentes e a tecnologia - da digitalização à inteligência artificial - está a redesenhar a forma como produzimos, gerimos e consumimos energia.

Num cenário assim, imaginar os próximos 50 anos não é uma hipótese: é um compromisso. Vamos pensar em redes mais inteligentes e flexíveis, capazes de integrar mais renováveis. Vamos reforçar a produção de energia, assegurando não apenas a transição das fontes atuais, mas também a criação de novos meios para responder às necessidades futuras. Vamos garantir que a eletrificação chega a mais setores - transportes, indústria, edifícios - de forma justa e eficiente. Vamos criar soluções que acompanhem as necessidades de clientes, residenciais e empresas. E vamos colocar as pessoas e as comunidades sempre no centro da nossa estratégia.

Uma mensagem para o futuro

Chegar aos 50 anos é um motivo de orgulho, mas, para nós, é sobretudo um compromisso com o que vem a seguir. Tudo o que fizemos até aqui dá-nos legitimidade para imaginar e responsabilidade para construir com seriedade, transparência e ambição.

Na EDP, nós acreditamos que a nossa história continua a ser escrita, todos os dias, por pessoas, parceiros e comunidades em todo o mundo. Os próximos capítulos dependem da nossa capacidade de imaginar, decidir e agir - juntos. E é com essa energia que entramos nos próximos 50 anos.

Se conseguimos alcançar tudo isto nos nossos primeiros 50 anos, imagine o que iremos conquistar nos próximos 50.
Miguel Stilwell d'Andrade
CEO
woman and child hugging, and a wind turbine in the background.

EDP 50 anos. Imagina os próximos 50.

A nossa história é feita de decisões arrojadas, inovação e compromisso com o progresso. Descubra como a EDP evoluiu ao longo de cinco décadas e continua a ajudar a construir o futuro da energia.
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