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Missão e Política Fiscal do Grupo EDP

Missão e Política Fiscal do Grupo EDP

Os Nossos Princípios e Estratégia Fiscal Fundamentais

O Grupo EDP reconhece a sua responsabilidade ética e cívica de contribuir para as comunidades e sociedades em cada país onde opera. Este compromisso assenta na legalidade, na integridade e na responsabilidade, respeitando tanto a letra como o espírito da lei.

Sendo a conduta ética um princípio fundamental em todas as decisões e processos relacionados com a fiscalidade, a EDP promove a transparência, a equidade e a responsabilização como valores essenciais que orientam a abordagem da organização às matérias fiscais. Os princípios e valores acima referidos fomentam uma cultura em que os assuntos fiscais são geridos com profissionalismo, rigor e um compromisso com a observância dos mais elevados padrões de conduta empresarial.

O Grupo adota uma abordagem fiscal abrangente, uma vez que a presente política contempla o pagamento de impostos, as obrigações de cumprimento e de reporte, bem como quaisquer responsabilidades associadas a essas contribuições de natureza pública, incluindo as relações com partes externas, empresas associadas e outras entidades subcontratadas e/ou geridas pelo Grupo.

Para os efeitos acima descritos, o Grupo implementou uma Missão e uma Política Fiscal.

Organização, Controlo e Gestão Fiscal

A estratégia fiscal da organização foi concebida para assegurar uma gestão fiscal sólida, consistente e responsável em todas as jurisdições onde opera. Esta estratégia é periodicamente revista e atualizada, de forma a refletir a crescente complexidade das operações de negócio e a dinâmica do enquadramento regulatório. Encontra-se plenamente alinhada com as melhores práticas internacionais e com as recomendações da OCDE, garantindo que a gestão fiscal apoia o crescimento sustentável do negócio, a mitigação de riscos e a criação de valor a longo prazo para todas as partes interessadas.

Os Conselhos de Administração da EDP estão ativamente envolvidos no processo de tomada de decisão relativo às operações relevantes e emitem orientações de governação claras e abrangentes através da Comissão para as Matérias Financeiras / Comissão de Auditoria, por delegação do Conselho Geral. Estas Comissões procedem, de forma específica e proativa, à revisão anual da estratégia, missão e princípios fiscais do Grupo EDP, emitindo um parecer fundamentado ao Conselho de Administração e propondo eventuais alterações ao seu âmbito e conteúdo. Todas as decisões estratégicas são fundamentadas e implementadas com base no parecer do Diretor Global de Fiscalidade da EDP, que, por sua vez, lidera uma equipa interna de consultores fiscais e unidades funcionais especializadas.

O Grupo implementou diferentes fluxos de trabalho, tendo em consideração a natureza do imposto e o país em causa, reforçando a segregação de funções e a eficácia dos controlos internos, bem como reduzindo potenciais erros no cumprimento declarativo ou de incumprimento das obrigações fiscais de forma completa e atempada.

Planeamento Fiscal e Preços de Transferência

O planeamento fiscal assenta em razões económicas genuínas, na substância e na forma das operações, evitando práticas fiscais agressivas. O Grupo rejeita expressamente estruturas ou mecanismos artificiais ou opacos, bem como a realização de transações ou operações em jurisdições não cooperantes com o único objetivo de obter vantagens fiscais ou de reduzir a sua carga tributária.

O Grupo procura estabelecer relações colaborativas e proativas com as Autoridades Fiscais, com o objetivo de reforçar a segurança jurídica e reduzir a litigância, salvaguardando simultaneamente os seus legítimos interesses, quer por via administrativa, quer, quando adequado, por via judicial. Essas relações com as Autoridades Fiscais baseiam-se sempre nos princípios de confiança, boa-fé,  transparência, cooperação e reciprocidade.

No caso de transações entre partes relacionadas, o Grupo adota o princípio de plena concorrência (arm’s length), no estrito cumprimento das orientações da OCDE e da regulamentação local aplicável.

Adicionalmente, as transações intragrupo e aquelas que apresentam um risco fiscal específico estão sujeitas a revisão por uma equipa dedicada de preços de transferência e, quando necessário, à aprovação pelo respetivo Conselho de Administração. 

As implicações fiscais e as medidas de mitigação associadas a essas transações são devidamente documentadas, com a preparação do Dossier Principal (Master File) e um Dossier Específico (Local File), nos termos exigidos pela legislação local e orientações da OCDE. O Grupo mantém acordos vinculativos unilaterais, bilaterais ou multilaterais ativos com diversas autoridades fiscais, com vista a determinar, de forma preventiva ou corretiva, a metodologia de preços de transferência adequada a aplicar às transações transfronteiriças.

Reporte Fiscal e Transparência

O Grupo EDP tem como objetivo assegurar relatórios transparentes e divulga informação relevante em conformidade com os princípios e políticas fiscais acima enunciados, tendo em consideração os destinatários dessa informação.

Os dados fiscais relevantes são divulgados nas demonstrações financeiras do Grupo e nas respetivas notas explicativas (ver Relatório Integrado), proporcionando às partes interessadas uma visão clara, útil e rigorosa da contribuição do Grupo EDP para as economias dos países onde opera.

Adicionalmente, a EDP, enquanto grupo multinacional, cumpre integralmente as obrigações anuais de comunicação e reporte decorrentes da implementação das disposições da Ação 13 do projeto BEPS (Base Erosion and Profit Shifting), conhecido como Country-by-Country Reporting, bem como do Pilar Dois, incluindo a Diretiva da União Europeia e a legislação nacional que estabelece uma taxa mínima efetiva de imposto de 15% para os grandes grupos multinacionais.

Para além do exposto e em linha com o seu compromisso em matéria de transparência, o Grupo publica, anualmente, desde 2025, um Relatório de Transparência fiscal, no qual apresenta um detalhe abrangente de todas as contribuições fiscais efetuadas pela EDP para os sistemas tributários de todos os países onde opera. Este documento reflete a dedicação da EDP à cooperação proativa, consistente e abrangente com as autoridades fiscais.

O Grupo EDP mantém igualmente colaborações ativas com as autoridades fiscais, bem como com fóruns e associações relevantes do setor privado, privilegiando a transparência e o diálogo construtivo.

Programas atuais

Atualmente, o Grupo destaca a sua presença através dos seguintes programas públicos e diversificados.

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Internacional
B-Team e Certificações ISO
O Grupo EDP concluiu com sucesso o processo de avaliação inicial até ao final de 2024, e está apto a endossar os Princípios de Tributação Responsável. B-Team é uma iniciativa sem fins lucrativos, patrocinada por um grupo de líderes globais da política e das finanças, que visa atuar como catalisador de uma nova forma de fazer negócios, centrada no bem-estar das pessoas e do planeta. Estes princípios abrangem áreas relevantes da gestão fiscal, da interação com as autoridades fiscais e da transparência, e visam afirmar-se como um padrão global de boas práticas, inspirando um comportamento fiscal responsável por parte da comunidade empresarial. O Grupo alcançou com sucesso parte das normas ISO de integridade e compliance empresarial, através das certificações ISO 37301:2021 e ISO 37001:2025.
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Espanha
Código de Boas Práticas Tributárias e Certificação de Compliance Penal
O Grupo EDP aderiu recentemente ao Código de Boas Práticas Tributárias em Espanha. Adicionalmente, as Políticas de Compliance Penal do Grupo em Espanha, que abrangem crimes fiscais e outros delitos de natureza tributária, foram certificadas de acordo com a norma UNE 19601:2025 (Sistema de gestão de compliance penal).
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Portugal
Fórum dos Grandes Contribuintes
O Grupo EDP integra o Fórum dos Grandes Contribuintes, no qual participa em diversos grupos de trabalho juntamente com outros grandes contribuintes e com a Autoridade Tributária e Aduaneira portuguesa. Paralelamente, o Grupo EDP aderiu ao Código das Boas Práticas Tributárias em Portugal.
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Singapura
Assisted Compliance Assurance Programme (ACAP)
A Inland Revenue Authority of Singapore (IRAS) aceitou diferentes candidaturas ao programa ACAP. Atualmente, a equipa da EDP, com o apoio de uma Big 4, encontra-se a realizar uma revisão independente das declarações de imposto sobre bens e serviços (GST) dos últimos exercícios, bem como dos respetivos controlos internos e processos.
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