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FIRMe: Flexibilidade Integrada em Regime de Mercado

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FIRMe: Flexibilidade Integrada em Regime de Mercado

Como funciona o FIRMe?

O projeto FIRMe - primeiro mercado local de serviços de flexibilidade - criado em 2023 pela E-REDES, tem como objetivo adaptar as exigências de flexibilidade e testar o mercado através da sensibilização dos agentes (prestadores de serviços de flexibilidade – FSP) e encorajá-los a participar neste novo mercado local de flexibilidade.

O FIRMe visa desafiar os consumidores/produtores a reduzir o consumo ou a injetar energia na rede, conforme as necessidades identificadas pelo ORD (Operador de Rede de Distribuição) e, em troca, recebem um valor previamente acordado pela disponibilidade que apresentam. Desta forma, pretende-se encontrar consumidores, produtores ou gestores de baterias que queiram oferecer flexibilidade à rede de distribuição.

O primeiro leilão, que se realizou no fim de julho de 2023, incidiu sobre oito zonas geográficas de Portugal Continental, responderam 21 prestadores de serviço de flexibilidade (PSF), utilizando um total de 43 ativos diferentes com um acumulado de 36MW de potência.

Os primeiros contratos de flexibilidade local em Portugal foram assinados em março de 2024. Até ao final do ano, estão previstos mais leilões, o que representa uma oportunidade para vários clientes industriais e domésticos.

O segundo leilão do programa FIRMe contou com a participação de 23 prestadores de serviços de flexibilidade, envolvendo 163 ativos habilitados, num universo de 195 ativos qualificados entre os mais de 2.000 registados. As licitações totalizaram 82,9 MW, distribuídos por 163 instalações, e abrangeram 17 zonas geográficas de Portugal Continental. Ao longo do processo foram registadas 4.117 licitações, um volume cerca de sete vezes superior ao verificado no primeiro leilão.

As zonas consideradas incluíram três tipologias de produtos de flexibilidade: Dynamic, Secure e Restore, adaptadas a diferentes necessidades operacionais da rede. A E-REDES prevê aceitar cerca de 82% das licitações apresentadas, seguindo-se a validação e qualificação técnica dos prestadores e a formalização dos contratos. A utilização operacional destes contratos está prevista para janeiro de 2026.

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