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Solar energy will allow a 25% increase in vegetable production in a social project in Tocantins

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Solar energy will allow a 25% increase in vegetable production in a social project in Tocantins

Monday 20, July 2026
5 min read

A EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico, e a Revolusolar estão levando energia renovável para viabilizar a produção agrícola de uma organização social em Miracema, no Tocantins. O projeto agrivoltaico Sonho, Luz e Raiz foi inaugurado este mês, no viveiro de mudas da Associação Aliança para um Futuro Melhor (Aliar), entidade local que atende cerca 180 pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

As oito placas solares instaladas na Aliar têm capacidade de 4,92 kWp e podem gerar cerca de 400 kWh de energia por mês, com previsão de garantir até 95% de autossuficiência energética para a associação. O objetivo é fortalecer o projeto social, viabilizando o funcionamento do viveiro de mudas por meio da redução com os custos de energia, proporcionando uma operação mais sustentável, com energia renovável, e ampliando a produção de hortaliças.


Com a redução dos custos de energia – a previsão é de uma economia de cerca de R$ 400 mensais, a associação poderá ampliar em até 25% a produção de hortaliças e fortalecer seus projetos sociais, incluindo a distribuição de cestas básicas adquiridas com recursos obtidos por meio da comercialização da produção agrícola.  A energia solar do projeto Sonho, Luz e Raiz vai abastecer e possibilitar atividades ao bombeamento, refrigeração, iluminação e até a irrigação de outras plantações cultivadas pela Aliar no terreno. Além disso, o projeto prevê a capacitação de lideranças locais para a operação e manutenção do sistema, permitindo que a associação tenha autonomia na gestão da tecnologia e garanta a sustentabilidade do projeto a longo prazo. No caso do cultivo hidropônico, a eletricidade pode representar até 40% dos custos variáveis devido à necessidade de manter bombas e sistemas de refrigeração rodando ininterruptamente, o que pode acabar inviabilizando projetos sociais nessa área.


A escolha pela horta da Aliar para receber o projeto agrivoltaico está alinhada à estratégia de impacto social da EDP, que tem a Energia do Amanhã como um dos pilares, em que estão incluídas ações de transição energética que focam na promoção do acesso seguro e sustentável à energia para as comunidades nas regiões onde a empresa atua. No Tocantins, a empresa controla a Investco e a Enerpeixe, responsáveis pelas usinas hidrelétricas Lajeado e Peixe Angical, respectivamente. 


Para Rafael Bittar, especialista em Impacto Social da EDP, projetos como esse, que unem inovação, energia solar e produção de alimentos, mostram que a transição energética traz também desenvolvimento social. 

"A EDP busca responder a necessidades concretas dos territórios onde atua. O projeto em Miracema nasce com esse propósito: testar uma solução sustentável, acompanhar seus resultados e mostrar que a energia limpa também pode ser instrumento de inclusão, segurança alimentar e fortalecimento comunitário”, afirma.


O projeto Sonho, Luz e Raiz foi concebido como uma iniciativa-piloto, com potencial para inspirar outras organizações e outros projetos. A implantação do sistema agrivoltaico contou com a parceria da Revolusolar, organização especializada em energia solar voltada para o âmbito social, e com o apoio técnico do Laboratório Fotovoltaico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ao longo da operação, serão monitorados indicadores como economia de energia, aumento da produção agrícola, redução de custos operacionais, emissões evitadas de carbono, melhoria do microclima e otimização do uso da terra.


"Este projeto representa a essência da atuação da Revolusolar: reunir diferentes atores para cocriar soluções inovadoras que respondam a desafios reais dos territórios. A parceria entre a EDP, o Laboratório Fotovoltaica da UFSC, a ALIAR e os fornecedores tornou possível adaptar tecnologias e implementar um modelo agrivoltaico de pequena escala. Agora, nossa expectativa é transformar essa experiência em conhecimento, mensurando seus impactos e contribuindo para que modelos agrivoltaicos mais eficientes e acessíveis possam ser replicados em outras comunidades do país”, comenta Cecilia Pestana, diretora de Projetos da Revolusolar.


Fundada em 2012, a Aliar é uma entidade sem fins lucrativos que atua em Miracema do Tocantins com projetos de educação, geração de renda e assistência social voltados a famílias em situação de vulnerabilidade. Atualmente, a horta hidropônica fornece mais de 20 mil mudas anuais de hortaliças, como alface, rúcula e coentro. Parte da produção é destinada às famílias assistidas pela entidade e o excedente é comercializado na região. Com a renda obtida a partir das vendas, a associação compra cestas básicas para as mulheres responsáveis pelo cultivo e manutenção da horta, fortalecendo a segurança alimentar das famílias beneficiadas.


"O projeto agrivoltaico é muito importante, pois, além de diminuir os custos com energia elétrica, traz inovação para Miracema, possibilitando que novos parceiros possam se interessar e contribuir com os projetos sociais desenvolvidos pela associação", reforça Edileia Tavares, presidente da Aliar. 


Projetos agrivoltaicos para impulsionar uma transição energética justa
A EDP desenvolve outras iniciativas agrivoltaicas, ou seja, que combinam energia solar e produção agrícola ou agropecuária para benefícios socioambientais. Um exemplo é o BeeVolt, projeto realizado em parceria com a startup Bee2Be e a ONG Orientavida, na Usina Solar de Roseira (SP). O projeto integra energia solar e preservação da biodiversidade por meio da criação de abelhas nativas sem ferrão da espécie Mandaçaia. Atualmente, o meliponário da usina conta com 19 colmeias e o projeto já contribuiu para a polinização de aproximadamente 630 hectares, promovendo conservação ambiental, capacitação da comunidade e geração de renda.


Outro destaque é o projeto de ovinocultura da Usina Solar Pereira Barreto (SP), que utiliza a criação de ovelhas para o controle natural da vegetação sob os painéis solares. A solução diminui o uso de herbicidas e roçadeiras, custos de operação e manutenção e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, conciliando geração de energia renovável e atividade agropecuária sustentável.
 

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