EDP leva projeto ReEarth a novos territórios em 2026
Depois dos bons resultados alcançados na primeira edição, a EDP vai alargar o projeto ReEarth a novos municípios em Portugal já este ano – além de Boticas, o programa inclui agora os territórios de Ponte da Barca e de Arcos de Valdevez, dois municípios do Alto Minho. O objetivo mantém-se: promover a limpeza e proteção das florestas, através da recolha de biomassa e da reutilização desses resíduos na produção de energia limpa para abastecer infraestruturas municipais de utilidade pública.
O projeto, lançado no concelho de Boticas em 2024, já permitiu a gestão ativa de cerca de 260 hectares de floresta, envolvendo mais de 150 pequenos proprietários e mobilizando mais de 5.000 toneladas de biomassa com potencial energético para produção de energia local, reforçando a ligação entre floresta, energia e comunidades e contribuindo para a resiliência dos territórios. Estes resultados traduzem-se num impacto ambiental significativo, com avaliações independentes a indicarem uma redução de até 75% da severidade potencial dos incêndios nas áreas abrangidas pelo programa.
Para além da dimensão ambiental, o ReEarth evidencia também um forte impacto social. Em 93% dos casos apoiados, os proprietários nunca tinham recebido qualquer apoio à gestão florestal, sendo que, para a maioria, a intervenção foi determinante para viabilizar a manutenção dos seus terrenos. O nível de satisfação é bastante elevado, com 83% dos beneficiários a atribuírem a classificação máxima ao projeto.
O programa contribui ainda para a criação de rendimento nas comunidades locais. Através da reativação de áreas de pastagem, os proprietários podem gerar até mais 540 euros por ano, criando uma fonte de rendimento inexistente antes da intervenção, ao mesmo tempo que promovem um uso mais sustentável do território.
Como funcionam os apoios
A nova edição do ReEarth agora lançada, abrangendo proprietários florestais nos territórios definidos, com a participação assegurada através das entidades locais parceiras – a Capolib, em Boticas, e a Associação Florestal do Lima (AFL), em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, responsáveis pela implementação no terreno e pelo acompanhamento técnico especializado. As inscrições decorrem de forma contínua, até perfazer a área total de intervenção definida para cada território.
O programa inclui apoio financeiro para a realização das intervenções, ajustado às características de cada território, bem como acompanhamento técnico especializado, garantindo a sua execução com base em critérios definidos e avaliação independente.
Na prática, o programa atua em terrenos há muito sem gestão, mobilizando os proprietários para a valorização ativa das suas parcelas, com acompanhamento técnico especializado. A EDP assegura assim o financiamento e o enquadramento estratégico do projeto, trabalhando em articulação com entidades locais e com o apoio técnico e científico do CoLAB ForestWISE, responsável pela avaliação independente do impacto.
O projeto é desenvolvido em territórios que concentram alguns dos principais desafios estruturais da gestão florestal em Portugal, como a fragmentação da propriedade, o envelhecimento dos proprietários e a ausência de gestão ativa dos terrenos. Num contexto marcado pela recorrência de incêndios, o ReEarth contribui também para a redução do risco através da gestão ativa do território, atuando sobre uma das suas principais causas.
Na sequência dos resultados obtidos na primeira edição, o projeto entra agora numa nova fase, conseguindo reforçar a sua escala e consolidando-se como um modelo replicável a outras geografias e de adaptação às alterações climáticas, com impacto ambiental, social e económico nos territórios rurais.
O programa é desenvolvido no âmbito da estratégia global de impacto social EDP Y.E.S. (You Empower Society), o plano global de impacto social do grupo que prevê um investimento total de 300 milhões de euros até 2030, para apoiar mais de 500 projetos de responsabilidade social em várias regiões.